sábado, 2 de fevereiro de 2019

Os Khazares e os Judeus


Por: Thomas Ice
Uma das tácticas utilizadas por aqueles que se opõem aos cristãos sionistas é dizer que a maioria dos judeus da actualidade não descende genuinamente de Abraão, Isaac e Jacob. Essa teoria errónea baseia-se nas conclusões equivocadas de que os actuais judeus se originam-se na História de uma nação medieval da qual algumas pessoas se converteram ao Judaísmo. 
Os khazares foram uma nação constituída de linhagem basicamente turca, que viveu na região localizada entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, durante os séculos VII a X d.C.[1] Aqueles que defendem a Teologia da Substituição, bem como muitos neo-fascistas, são atraídos por essa teoria, que lhes permite argumentar que os judeus não são, de facto, judeus.

A proposta da Teoria Khazar  
James B. Jordan, defensor da Teologia da Substituição, fala sobre “a heresia do sionismo cristão”.[2] Ele declara que “os judeus da actualidade, na sua maioria, não são judeus de forma nenhuma: são khazares”.[3] 
Jordan diz mais: 
A raça khazar [ou khazariana] parece ser o pano-de-fundo original dos judeus asquenazitas do Leste Europeu. Naturalmente, afirmações desse tipo podem ser questionadas. O verdadeiro problema na discussão é a ideia de que ser judeu é um fenómeno sanguíneo ou racial. Isso não é correcto. Biblicamente falando, um judeu é alguém que foi inserido pactualmente na população de judeus por meio da circuncisão [...] Todas essas pessoas eram judias, porém apenas uma pequena parcela realmente possuía a herança sanguínea de Abraão [...] Isso é a prova conclusiva de que a aliança, não a raça, sempre foi o marco distintivo de um judeu.[4]
John L. Bray, outro defensor da Teologia da Substituição, assevera que “a pura realidade é que muitos dos judeus do mundo não apenas são judeus mestiços, mas nem mesmo são judeus sob qualquer condição”.[5] 
Ele declara: 
Além das descobertas sobre as origens judaicas do povo khazar, é preciso que consideremos, também, o fato de que, em virtude de casamentos entre etnias diferentes, cruzamentos raciais, etc., na atualidade há muito pouco que se possa chamar de “raça judaica”.[6]
Este caso específico de revisionismo histórico é usado para induzir à conclusão de que os judeus que vivem em Israel não são, de facto, descendentes de Abraão, Isaac e Jacob, e que, portanto, não têm nenhum direito legítimo de ocupar aquela terra nos dias actuais. 


Não é de admirar que tal teoria seja muito atraente para os árabes, muçulmanos, negadores do Holocausto, skinheads neo-nazis, nazis e tantos outros que defendem a Teologia da Substituição no âmbito cristão-evangélico. 
Trata-se de uma forma conveniente de descartar o presente Estado de Israel. Tal crença ensina que os judeus são basicamente uma etnia actualmente extinta. Por essa razão, na opinião dos defensores dessa teoria, fica anulada a concessão futura da terra de Israel aos descendentes de Abraão, Isaac e Jacob como uma promessa que será cumprida por Deus.   
Essa concepção pode produzir sérias implicações na compreensão que o crente em Cristo tem da Palavra de Deus. Jordan levanta esta pergunta: “Será que os cristãos que crêem na Bíblia supõem poder apoiar um Estado Judeu baseados em razões teológicas? Essa é a alegação de Jerry Falwell e da heresia do Sionismo Cristão”.[7] 
Passemos, agora, ao exame da veracidade de tais alegações:

A análise da Teoria Khazar  
Nenhuma pessoa esclarecida nesse assunto questionaria a existência de um país, durante a Idade Média, cujo nome era Khazaria, o qual se converteu ao Judaísmo no século VIII. 
Contudo, a teoria de que os judeus asquenazitas (que correspondem a cerca de 85% da população judaica em todo o mundo) descendem originariamente dos khazares, por mais atraente que possa parecer a alguns, permanece como uma hipótese não provada (desprovida de qualquer evidência científica). 


Arthur Koestler, o autor da teoria.


Em 1976, Arthur Koestler (um romancista judeu comunista) propôs essa teoria no seu livro intitulado The Thirteenth Tribe (que traduzido seria: A Décima-Terceira Tribo),[8] teoria essa que nunca foi levada a sério por nenhum linguista, nem pela maior parte dos outros cientistas. 
Essa é a razão pela qual a propagação mais agressiva desse ponto de vista tem sido geralmente verificada dentro da esfera dos propagandistas que têm um eixo ideológico a que se apegar, e não pela comunidade científica. 
À semelhança da obra intitulada Os Protocolos dos Sábios de Sião, um documento forjado que defende uma suposta conspiração judaica mundial, os proponentes da Teoria Khazar têm um imenso desejo de que ela seja verídica, embora não o seja.
Muitos estudiosos desse assunto crêem que somente a liderança do povo khazar se converteu ao Judaísmo, e alguns desses eruditos pensam que a razão de tal conversão se deveu ao facto de que muitos dos líderes já eram judeus que emigraram para lá em anos anteriores. Quando se espalhou a notícia de que a nação da Khazaria se tinha convertido ao Judaísmo, e pelo que se sabe, muitos judeus que viviam no Império Bizantino e no mundo muçulmano emigraram para a Khazaria, visto que frequentemente eram perseguidos nesses impérios e países de onde procediam. 
Dessa forma, tal imigração aumentou o número de judeus naquela nação, que ficou conhecida por ter uma grande população judaica. Como a Khazaria, naquele tempo, era praticamente a única nação do mundo a proporcionar liberdade religiosa, ela contava com um enorme contingente de cristãos, de muçulmanos e de pagãos que nunca se converteram ao Judaísmo. Isso poderia favorecer a crença de que milhares de gentios foram incluídos e misturados na linhagem sanguínea judaica. Todavia, não foi o que aconteceu. Os judeus da Khazaria demonstram ter mantido uma linhagem sanguínea judaica tão forte quanto a de outros judeus da sua época. 
Quando a nação entrou em declínio e foi conquistada, os judeus fugiram para outros países e a maioria não-judaica da população da Khazaria foi morta nas batalhas ou converteu-se ao Islamismo e ao Cristianismo. Ainda que os judeus, seguramente, tenham contraído matrimónios inter-raciais com os gentios na Khazaria, tal facto não invalida a sua identidade judaica, da mesma maneira que os casamentos inter-raciais praticados no Antigo Testamento não invalidaram a sua identidade judaica. O próprio Jesus tinha vários gentios na Sua linhagem genealógica. No entanto, Ele certamente era judeu. 
Na época do Novo Testamento essas pessoas ainda eram reconhecidas como judeus – os descendentes de Abraão, Isaac e Jacob. É a Bíblia que divide a Humanidade em judeus e gentios, denotando a linhagem de nascimento de uma pessoa. Alguém pode até renegar os aspectos religiosos do Judaísmo, mas não pode fugir da realidade genealógica de que eles nasceram dentro da raça judaica. 
Durante o Holocausto, os nazis fizeram pouquíssima distinção entre judeus profundamente religiosos e judeus seculares; quando tiveram a oportunidade, eles procuraram aniquilar indiscriminadamente todos os judeus. O mesmo ocorre hoje em dia.  
Os muçulmanos matam judeus, sejam estes religiosos ou seculares. Não faz diferença para eles. É preciso dar grandes saltos de desconsideração da lógica, o que muitos anti-semitas estão dispostos a fazer, para chegar à conclusão de que a teoria de Koestler merece crédito. Isso fica evidente quando se considera o facto de que, antes da teoria de Koestler ser publicada em 1976, ninguém deduzira que os judeus não eram de facto descendentes de Abraão, Isaac e Jacob. 
Por mais que essa informação sobre os khazares fosse conhecida o tempo todo, especialmente pelos historiadores, ninguém, antes de Koestler, estabeleceu essa ligação de pontos. O facto de que alguém como John Bray faz longas citações extraídas de fontes judaicas para documentar a presença real dos judeus na Khazaria durante a Idade Média em nada comprova a tese de que a maioria deles era de origem gentílica. Crer nisso requer um salto muito grande sobre as verdadeiras evidências para chegar a uma teimosa conclusão. 
A teoria de Koestler é infundada e pode ser tratada como nada mais do que uma mera hipótese fortuita com pouca ou nenhuma base. O parecer de historiadores e especialistas em genealogia a respeito do povo khazar tem sido, atualmente, confirmado com o desenvolvimento da utilização do DNA como um método confiável de análise da herança genealógica de uma pessoa. 
Kevin Alan Brook,[9] um dos principais pesquisadores sobre os khazares, diz o seguinte: 
Não precisamos mais dar ouvidos a especulações. Já é FACTO comprovado que os judeus alemães se misturaram com outros judeus, quando foram para o Leste. Também já ficou claro que os antigos israelitas possuíam os mesmos padrões de DNA-Y encontrados em comum entre os judeus sefaraditas, judeus asquenazitas, judeus curdos e judeus indianos, a despeito do facto de que, basicamente, esses padrões, em parte, possam ter-se originado, anteriormente, de algum lugar no Curdistão, na Arménia, ou no Iraque. Os padrões de DNA-Y, característicos do Médio Oriente, ocorrendo nos haplogrupos J e E, não podem ser explicados pela teoria dos khazares. Contudo, algumas evidências do DNA-mt e DNA-Y Levita podem ser explicadas por tal teoria.[10] A conclusão final de Brooks sobre as origens do povo khazar é a seguinte: Em suma, os judeus do Leste Europeu descendem de uma mistura de judeus alemães e austríacos, judeus checos e judeus eslavos orientais. É possível que os judeus eslavos orientais tenham as suas raízes tanto no Império Khazar, tanto quanto no Bizantino, daí a necessidade de um estudo mais aprofundado da vida judaica nessas terras. Porém, a maior e mais influente parcela de judeus do Leste Europeu provém da Europa Central. Por essa análise podemos demonstrar que o elemento étnico dominante entre os judeus do Leste Europeu é judeu – originário do antigo povo da Judeia no Médio Oriente. [11]




Mapa da Khazaria em 850 d.C. .

Conclusão  
A Teoria Khazar tem sido completamente refutada, tanto pela pesquisa académica na história dos khazares quanto, mais recentemente, pela evidência genética, com a comprovação de que, em termos genéticos, de que os judeus procedentes de todas as partes do mundo são estreitamente aparentados com os judeus do Médio Oriente e não com gentios russos ou europeus orientais, nem com outras etnias daquela região. 
Joel Bainerman faz a seguinte observação: 
O Dr. Michael Hammer, baseado exclusivamente no cromossomo-Y (paterno), demonstrou que os judeus asquenazitas têm um relação de parentesco mais íntima com os judeus iemenitas, judeus iraquianos, judeus sefaraditas, judeus curdos e árabes, do que com populações cristãs europeias.[12] 
A pesquisa legítima nesta questão revela que apenas um insignificante percentual de judeus tem alguma herança genética através da linhagem dos khazares. Conforme foi mostrado, parece que a Teoria Khazar é apenas isso, uma teoria, por sinal não muito bem elaborada. 
A conclusão segura é a de que a maioria dos judeus que actualmente vivem em Israel e na Diáspora constitui-se de legítimos descendentes de Abraão, Isaac e Jacob. Maranata! 
(Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives)

 Notas:youtube

  1. Encyclopaedia Judaica, vol. 10, referência ao termo “Khazars”, p. 944-54.
  2. Jordan, James B., “Christian Zionism and Messianic Judaism”, publicado na obra The Sociology of the Church: Essays in Reconstruction, Tyler, TX: Geneva Ministries, 1966, p. 176.
  3. Jordan, “Christian Zionism”, p. 176-77.
  4. Jordan, “Christian Zionism”, p. 177.
  5. Bray, John L., Israel in Bible Prophecy, Lakeland, FL: John L. Bray Ministry, 1983, p. 44.
  6. Bray, Israel, p. 44.
  7. Jordan, “Christian Zionism”, p. 178.
  8. Koestler, Arthur, The Thirteenth Tribe, Nova York: Random House, 1976.
  9. Brook, Kevin Alan, The Jews of Khazaria, Lanham, MD: Rowman & Littlefield Publishers, 2002.
  10. Brook, Kevin Alan, “Jews and the Khazars”, publicado no Fórum de Genealogia Judaica do site www.genealogy.com, em 4 de agosto de 2004.
  11. Brook, Kevin Alan, “From the East, West, and South: Documenting the Foundation of Jewish Communities in Eastern Europe”, publicado no Roots-Key, o boletim informativo da Jewish Genealogical Society of Los Angeles, vol. 24, nº 1, primavera de 2004, p. 6.
  12. Bainerman, Joel, “So What If a Small Portion of World Jewry Are Descendents of Khazars!”, publicado no site www.rense.com/general33/sowhat.htm, em 3 de janeiro de 2003.
Via Beth-Shalom


COMENTÁRIO

Leia:



O Youtube e a Internet em geral estão cheios de teorias da conspiração anti-semitas.  O anti-semitismo acompanha os tempos. Visto que é impossível desalojar Israel pela força, a nova "onda" é que os judeus não são judeus. 
Aliás: toda a gente clama que é judeu - os Ingleses, os Sul-Americanos, os Índios, os Africanos Negros, todos, todos, todos são judeus... menos os judeus!
Isto é profundamente triste e potencialmente gerador de um novo Holocausto, e demonstra o estado de loucura que o nosso mundo atravessa.
Os judeus são uma família, uma tribo, uma religião, uma nação.  Os judeus são descendentes de Abraão, Isaac e Jacob. Permanecem ININTERRUPTAMENTE, desde há 3800 anos, na Terra de Israel, que Deus lhes deu.
Mesmo os judeus da Diáspora, mantiveram, durante milénios, a sua cultura e a sua religião. 
Durante séculos, os judeus foram censurados por "não se integrarem" - leia-se por manterem a sua cultura e a sua religião, por se tem mantido judeus. Hoje, e segundo esta teoria, são censurados por "não serem judeus". 
Sempre acusados de uma coisa e do seu oposto: de serem capitalistas e comunistas, de viverem à parte e de se tentarem "inflitrar na sociedade normal", de não se converterem a outras religiões e de se converterem a outras religiões.
Como diz o texto, é a Bíblia que faz a distinção entre judeus e não-judeus.  
Nunca ninguém se lembrou de acusar os ciganos de serem racistas - nasce-se cigano ou não se nasce; não se pode ser cigano por opção, conversão ou casamento. 
Nunca ninguém se lembrou de acusar os hindus de serem racistas - nasce-se hindu ou não se nasce; não se pode ser hindu por opção, conversão ou casamento. Os hindus acham simplesmente engraçados os ocidentais que se "convertem". 


Israel é inspiração para as nações indígenas ocupadas por colonos:




Nunca ninguém se lembrou de acusar os japoneses de serem racistas - nasce-se japonês ou não se nasce; não se pode ser japonês por opção, conversão ou casamento. O Japão é uma Estado e uma Nação, tal como Israel, e é também uma religião nacional - o Xintoísmo - que, como o Hinduísmo e outras, não admite conversões.
O Judaísmo nunca foi racista. Por duas razões: porque não desconsidera as pessoas não-judias (pelo contrário; o judeu observante tem obrigação de respeitar os outros judeus, mas aos não-judeus ele é obrigado a amar). E porque sempre aceitou quem se quis juntar à tribo.
Pessoas menos informadas acham que os judeus são racistas por serem uma tribo - apesar de ser das poucas tribos (possivelmente a única) que aceita gente de fora. É, por isso, profundamente e tristemente irónico que a mais recente teoria anti-semita se baseie em questões raciais - em quem é que é judeu "de raça" e quem não é!



De repente, a questão da "raça", do DNA - uma questão tabu num mundo dominado pelo politicamente correcto, onde cada um decide o que é, passa a ser importante - passa a ser importante para decidir que os judeus não são suficientemente judeus, porque há mil e tal anos supostamente alguns indivíduos se converteram ao Judaísmo!!! 
A acusação tradicional (e FALSA!) de que os judeus não aceitam convertidos,  transforma-se no oposto: "Eles já não contam como judeus, porque aceitam convertidos!".
É a Fábula do Lobo e do Cordeiro revisitada. O Lobo acusou o Cordeiro de lhe sujar a água. O Cordeiro provou que não estava a fazê-lo, mas o Lobo argumentou: "Se não foste tu, foi o teu pai!". E comeu-o.


Há 70 anos, o Lobo comeu 8 milhões de Cordeiros na Alemanha Nazi - para não falarmos nos milhões comidos pelos comunistas. O Lobo está outra vez como fome.
E se as pessoas que acusam os judeus de não terem o direito de viver nessa ridícula migalha de terra que é hoje Israel, questionassem antes quem tem direito a viver na América do Norte e do Sul, na Austrália e na Nova Zelândia, no Norte de África, no Médio e Extremo-Oriente?



Tamanho relativo de Israel (0,02% do mundo islâmico em área) e a Austrália, um continente-país roubado aos respectivos nativos, e que não provoca a mínima comoção internacional... Em breve postaremos comparações detalhadas do "gigantesco império colonial judaico" com os outros países do mundo, os "bonzinhos"...

Norte de África? Populações nativas exterminadas pelos Árabes, que as substituíram. Escaparam apenas os coptas, os verdadeiros egípcios, hoje cristãos. 
Médio Oriente? Idem, à excepção de Israel, que os Árabes nunca conseguiram apagar do mapa, porque Deus não permite (Irritante? Não ralhe com os judeus, ralhe com Deus).
Austrália? Os nativos estão em reservas, uma espécie de parques para espécies em vias de extinção. Só em 1974 deixaram de ser considerados "fauna da Austrália".  
Nova Zelândia, Rússia, Japão, China (o Tibete, invadido pela China, e os Tibetanos alvo de etnocídio e genocídio, não preocupam quase ...)... As Américas, onde foram extintos os habitantes que lá estavam antes dos Europeus, ou sobrevivem em "reservas"... 

Israel e o mundo islâmico...



No mapa do mundo de hoje, vemos incontáveis Estados erguidos  sobre as cinzas de sociedades arrasadas, de genocídios totais.
Israel é um dos mais antigos Estados - Nação do Mundo. Israel, que nunca invadiu nem atacou ninguém, é mandado extinguir-se e entregar-se ao genocídio, às mãos dos colonos árabes que invadiram a Terra Santa em 1920. Israel é obrigado pelo mundo a "dialogar" com terroristas sanguinários como Arafat, enquanto o resto do Mundo os mata os Bin Ladens, em tudo iguais.
Anti-semitismo é doença metal. E moral. E espiritual. É a marca distintiva de Amalaek e Edom. 



quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Israel - o primeiro Estado indígena do mundo moderno




Eu sou um indígena da tribo Métis, do norte da Alberta, Canadá.
Meu pai, Mervin Bellerose, foi o co-autor da lei sobre os Métis em 1989, que foi aprovada pelo Tribunal Legislativo de Alberta, em 1990, e fortaleceu os nossos direitos sobre a terra. Fundou a organização "Canadianos pela Responsabilização", um grupo de defesa dos direitos indígenas; e eu sou um dos organizadores e participantes do movimento "Nós Já Não Estamos Passivos", na cidade de Calgary.


 E sou um Sionista. 

 Porque os judeus são um povo indígena de Israel e porque os palestinos não são.

 

O Estatuto de Indígena 

Em primeiro lugar, devemos reconhecer que não há nenhuma regra que estipule que a terra não pode ter senão um povo indígena. Esta não é uma operação de soma zero em que se um grupo é considerado indígena e outro não é. Dizer que os judeus são um povo indígena não exclui a possibilidade de que os palestinos sejam também. 

No entanto, existem regras muito claras para identificar um povo indígena. É um pouco complexo, mas pode ser resumido na lista de características abaixo, desenvolvida pelo antropólogo José R. Martínez Cobo (ex-Relator Especial da Subcomissão para a Prevenção da Discriminação e Protecção das Minorias nas Nações Unidas).




 Nativos americanos sob a bandeira de Israel

Esta lista de critérios foi desenvolvida para que os direitos dos indígenas começassem a ser respeitados em todo o globo. Este reconhecimento é extremamente importante porque, graças a ele, como indígenas, não podemos permitir que os povos não-indígenas produzam falsas alegações, que, em última análise, poderiam prejudicar os nossos próprios direitos.

Israel é o primeiro Estado indígena do mundo moderno 

A criação e a declaração da nação soberana de Israel marca a primeira vez em toda a História, em que as pessoas indígenas conseguiram recuperar o controle da sua terra ancestral e construir um Estado-nação. Como tal, é extremamente importante para os povos indígenas, reconhecer e apoiar Israel, que é um excelente exemplo a imitar pelos nossos povos.



A definição de trabalho actual do conceito de "povos indígenas" para cumprir os objectivos apresentados neste ensaio, é a desenvolvida pelo antropólogo José R. Martínez Cobo, mencionado acima. Ao tomá-la como ponto de apoio, vou dar detalhes de porque é que os judeus são os nativos de Israel e porque é que os palestinos não são.

A pesquisa de Martinez-Cobo sugere que as comunidades, os povos indígenas e as nações são aqueles que, tendo uma continuidade histórica com as sociedades anteriores à invasão e colonização, que se desenvolveram nos seus territórios, consideram-se ainda assim distintos de outras franjas que prevalecem agora nesses territórios, ou em partes deles. Eles formam hoje sectores não-dominantes da sociedade e estão determinados a preservar, desenvolver e transmitir às gerações futuras os seus territórios ancestrais e a sua identidade étnica, como a base da sua sobrevivência como povos, de acordo com os seus próprios padrões culturais, instituições sociais e sistemas legais.


Esta continuidade histórica deve assegurar a continuidade, por um longo período, até ao período actual, de um ou mais dos seguintes factores:


- A ocupação de terras ancestrais, ou pelo menos uma parte delas.


As 12 Tribos de Israel e seus territórios.

- A ancestralidade comum com os ocupantes originais dessas terras.
- A cultura em geral e eventos específicos (como a religião, o facto de viverem num sistema tribal, pertença a uma comunidade indígena, roupas, hábitos, estilo de vida, etc. ...).

- A Língua (se usado como a única Língua em vigor, a Língua materna como meio usual de comunicação em casa ou na família, ou como a Língua principal, preferida, habitual, geral ou normal).


Manuscritos do Mar Morto



- Habitação em certas partes do país ou em determinadas regiões do mundo.

- A religião, que afirma o lugar decisivo de conexão espiritual com as terras ancestrais.
- A quantidade de sangue - que corresponde à quantidade de sangue que se tem de um povo específico - que permite a alguém identificar-se com este. Este conceito foi desenvolvido pelos colonialistas, a fim de determinarem o que são as raças indígenas.



Um rápido olhar sobre os judeus. Até que ponto eles correspondem a esta definição?


• A terra foi ocupada, primeiro pelos Romanos e depois pelos Árabes no século VII.
• Eles compartilham um ancestral comum com os ocupantes originais, como identificaram vários estudos genéticos.

• Pode rastrear-se directamente a sua cultura no Levante, onde se têm desenvolvido, através do que é hoje conhecido como a "cultura judaica". Enquanto várias comunidades judaicas têm tradições ligeiramente diferentes, todas elas compartilham as mesmas raízes culturais e mantêm-se inalteradas ao longo do tempo. Eles reviveram a sua Língua tradicional, e embora muitos ainda falem Yiddish e Ladino, o Hebraico tornou-se novamente a língua predominante.

• Eles estabeleceram uma conexão espiritual com a sua terra, que desempenha um papel essencial nas suas tradições como povo.


Apesar de todos os argumentos relativos aos judeus "europeus", eles satisfazem, na verdade, todos os critérios estabelecidos por Martínez Cobo. Mesmo que Israel seja o primeiro Estado nativo moderno, ainda há territórios ocupados por estrangeiros na Cisjordânia (Judeia e Samaria). Estas são terras ancestrais, que muitas pessoas sentem que devem ir para os povos indígenas, no que diz respeito à auto-determinação.
 
O reverso da medalha
Os palestinos têm o que se pode chamar "direitos por presença de longa data" e, embora sejam direitos legítimos, eles não substituem os direitos indígenas. A verdadeira natureza da "presença de longa data" significa que, apesar de terem vivido lá há muito tempo, eles não têm o direito de ocupar ou controlar os povos indígenas.



O argumento de que os palestinos são os indígenas é impreciso por várias razões:
• Aproximadamente 50% dos árabes palestinos não são capazes de traçar a árvore genealógica dos seus antepassados sequer ​até aos seus bisavós. Muitos são descendentes de árabes levados para o Levante pelos Britânicos, para construírem infra-estruturas após a 1ª Guerra Mundial.
• A grande maioria dos palestinos são muçulmanos Língua árabe; o árabe é a língua nativa da Península Arábica, como é a religião muçulmana. Os lugares mais sagrados do Islão não são encontrados no Levante, mas na cidade de Meca, localizada na Península Arábica. Eles não têm cultura especificamente "palestina", que possa ser completamente datada como palestina, antes de 1960; na verdade, antes desse período, a maioria deles identificava-se como moradores da "Grande Síria".

• Alguns palestinos compartilham um ancestral comum com os povos indígenas, mas eles nunca seguiram as tradições indígenas, nem se identificam com os povos indígenas. Eles não compartilham nem a Lingua nem a religião com eles. A quantidade de sangue, por si só, é insuficiente para transmitir o estatuto de Indígena.

• Os árabes do Médio Oriente incluem várias populações nativas, mas nenhum grupo se torna indígena no lugar dos povos submetidos. Estes invasores conquistaram toda a região e propagaram a sua própria Língua, costumes e religião. Este é um facto histórico.


Agora você pode perguntar porque é que tudo isto é tão importante. Isto é importante para os povos indígenas, porque não podemos permitir o argumento de que os conquistadores podem tornar-se nativos. Se o permitirmos, como povos indígenas, esse argumento torna-se aceitável, e então nós deslegitimamos os nossos próprios direitos e desapareceremos.
Se os conquistadores puderem tornar-se indígenas, os brancos europeus que invadiram as minhas terras ancestrais na América do Norte, poderiam agora proclamar-se nativos. Os brancos europeus da Austrália e da Nova Zelândia poderiam reivindicar-se como indígenas. Se, nem que seja apenas uma vez, nós permitirmos que este argumento se torne aceitável, os Direitos Indígenas serão abruptamente desvalorizados e desprovidos de qualquer significado. É muito estranho que aqueles que argumentam pelos "direitos indígenas" dos palestinos também sejam geralmente aqueles que têm menos compreensão da História e nenhuma compreensão da verdade do princípio dos Direitos Indígenas.



Zion Karasanti, Yitzhak Yifat e Haim Oshri, junto ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, após a libertação pela Guerra dos Seis Dias, em 7 de Junho de 1967, à esquerda; e 40 anos mais tarde, a 16 de Maio de 2007.


Se você for confrontado com o argumento de que os conquistadores podem tornar-se nativos de uma região, em virtude dos direitos de conquista, pode colocar este artigo sob os narizes de quem o afirmar e ajudá-los a compreender não só porque é que esse argumento é falso, mas porque é tão perigoso para todos os povos indígenas, em qualquer lugar.


Por Ryan Bellerose no Israelycool 

EUROPE-ISRAEL


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QUAL É O SINÓNIMO DE 'ISRAELITA'?
RESPOSTA: INDÍGENA.

Muita gente se põe  a opinar sobre o conflito Israelo-Árabe, mas pouca gente se dispõe a estudar. Muitos tomam partido com base na emoção, na manipulação mediática anti-semita. 
Mas, curiosamente, são as pessoas que vivem em terras ROUBADAS aos povos indígenas, que mais odeiam que Israel seja independente de novo. Desde logo os muçulmanos, que dizimaram populações inteiras aos milhões, no Norte de África, Sul da Europa, Médio Oriente, Ásia. Veja-se o Egipto, onde sobrevivem os verdadeiros egípcios, os coptas, sempre sob cerrada perseguição. 
Mas também outros colonos, como os europeus, os actuais habitantes das Américas, da Austrália, ou da Nova Zelândia. Veja este post, sff:

O clube dos COLONOS da ONU enterra Israel  





sábado, 19 de janeiro de 2019

Larousse 1925 - Palestina: Estado judeu; capital: Jerusalém


A definição de Palestina  do Larousse em 1925:

PALESTINA: Faz fronteira com a Síria, tem a Fenícia a norte, o Mar Morto a sul, o Mar Mediterrâneo a oeste, o deserto da Síria a leste, e é irrigada pelo Rio Jordão. É uma estreita faixa de terra, aconchegada entre o mar e o Líbano e percorrida pelo Rio Jordão, que desemboca no Mar Morto. É também é chamada nas Escrituras, Terra de Canaã, a Terra Prometida, e Judeia. 
Hoje é [portanto, em 1925] um Estado judeu sob o mandato da Inglaterra; 770.000 habitantes. Capital Jerusalém.
Entre o início da Idade Média e até 1920, a Palestina seguiu o destino do resto da Síria. O acordo franco-britânico de Maio de 1916, ratificado pelo Tratado de Lausanne de 1923, colocou o país sob mandato britânico. Tendo conquistado o país à aliança alemã-turca em 1917-1918, os ingleses trabalharam para aí fundar uma "pátria judaica."


Até os soviéticos e os árabes terem cozinhado a estúpida patranha de que existiu uma Palestina islâmica, "Palestina" era apenas um dos nomes da Terra de Israel, como se pode comprovar por todos os testemunhos históricos (filmes, jornais, livros, arquivos, bilhetes de identidade, tudo!).
Afirmar que Israel é islâmico é o mesmo que afirmar que Portugal é islâmico - mas é precisamente o que eles fazem (ver vídeos mais abaixo)...


A bandeira da Palestina em 1924, durante o Mandato Britânico. 


A criação de um lar para o povo judeu vai dar origem ao nascimento de Israel 30 anos antes do Holocausto. O moderno Estado de Israel não é, portanto, consequência do Holocausto. Os europeus não deram em 1917 uma terra aos judeus para os compensar pelo extermínio que sofreram na Segunda Guerra Mundial. Eles não deram terras pertencentes a árabes palestinos, uma vez que as terras pertenciam aos alemães-turcos e foram conquistadas em 1917.

A Palestina era "um Estado judeu, sob o mandato da Inglaterra, incluindo 770.000 habitantes, e cuja capital é Jerusalém".

Como é bom ler informações não-partidárias, e não ideológicas, não desfiguradas por décadas de reescrever da História.

A primeira-ministra de Israel, Golda Meir disse numa entrevista ao Sunday Times em 1969: 

"Nunca existiram palestinos". "Quando é que houve um povo palestino independente com um Estado palestino?""A região era o sul da Síria antes da Primeira Guerra Mundial, e depois foi a Palestina, que incluía a Jordânia".

No início de Março de 2015, Mike Huckabee, ex-governador de Arkansas e candidato republicano para a nomeação para a presidência dos Estados Unidos em 2016, em visita à região, disse ao Washington Post

"O povo palestino não existe"."A ideia de que eles têm uma longa história, que remonta a centenas ou milhares de anos, não é verdadeira".

Em 2011, o ex-presidente republicano da Câmara de Representantes, Newt Gingrich,disse: 

"Nunca existiu um Estado da Palestina". "Esta região fazia parte do Império Otomano. Eu acho que nós inventamos um povo palestino que são, na verdade, os árabes ".

Guy Millière, no seu livro "Como o povo palestino foi inventado” *" explica que o povo palestino foi inventado para transformar uma população em arma de destruição em massa contra Israel e o povo judeu, para demonizar Israel, para dar ao totalitarismo e ao anti-semitismo meios de acção renovados.

© Jean-Patrick Grumberg.

http://www.europe-israel.org/


Publicado em EUROPE-ISRAEL. Tradução nossa (como sempre).

Comment le peuple palestinien fut inventé*

* Como o povo palestino foi inventado.


BREVE COMENTÁRIO
- É claro que é um ABSURDO os israelitas terem que "justificar" que estão na sua Terra, de onde são o povo nativo, e onde vivem ininterruptamente há milénios.

Mas pode bem ser que em breve nós, portugueses, os nossos vizinhos espanhóis e os povos europeus em geral, tenham que se justificar de forma idêntica, pois o Islão, onde chega, apaga a História e proclama que esta começou no dia da sua invasão:

Estado Islâmico quer Portugal e Espanha:


 "Estudioso islâmico: "conquistaremos a Espanha e o Vaticano":
"Nós já ocupámos a Espanha, devemos reviver a nossa História!" - declaram todas as autoridades islâmicas:
Jovens egípcios protestam nas ruas, exigindo a reconquista de Portugal e Espanha:

Os muçulmanos querem que "Al-Andalus" lhes seja devolvido, porque um dia nos invadiram. Nas costas de Israel vemos as nossas.

 

E os políticos europeus fazem-lhes a vontade, importando-os às dezenas de milhões:


FACTOS: Israelitas são apenas 2% da população do Médio Oriente


"Eu gosto de Israel" - uma declaração que só por si pode custar a integridade física, a liberdade ou a vida de quem a profere. É considerado legítimo gostar de qualquer outro país do Mundo.

No dia a dia, especialmente na Internet, ouvimos e lemos muitos absurdos sobre Israel, a obsessão preferida do Mundo. Que é um Estado "imperialista", "expansionista", que "mata milhares de civis inocentes todos os dias", etc., etc., etc.. Quem profere tais absurdos não costuma ser capaz de apontar Israel num mapa, e desconhece TUDO sobre o país e o povo que escolheu odiar.

Forças poderosas que vivem no Inconsciente Colectivo, simplesmente não conseguem aceitar que:
- exista um Estado Judaico (apesar de haver dezenas de Estados muçulmanos e alguns de outras religiões tradicionais);
- os judeus, que são 0,17% da população mundial, vivam no que resta da sua terra histórica, e que perfaz apenas 0,5% do Médio Oriente e 0,02% do mundo muçulmano:
- os judeus existam, de todo.

A própria guerra que os muçulmanos continuam a mover aos judeus, desde há 1,400 anos, encerra dados curiosos. Por exemplo:

12 milhões de muçulmanos foram mortos por outros muçulmanos desde 1948. O número de pessoas mortas durante o conflito árabe-israelita é 0,3 % desse total.

No entanto, a percepção  popular sobre o Médio Oriente é de que Israel é o "responsável" pelo cenário vulcânico desta que é a região mais tumultuosa do globo!



O tamanho de Israel (a encarnado) e o dos seus vizinhos islâmicos. É RIDÍCULO acusar-se de "expansionismo" um Estado que deu 88% da sua terra histórica aos muçulmanos, apenas na tola ilusão da paz!
0,3% de muçulmanos mortos em  guerra no Médio Oriente foram-no em guerras com Israel. Nos últimos 70 anos.

Já fomos "acusados" de "termos a mania dos FACTOS".
Realmente, é uma desonestidade debater com base em FACTOS. Deve-se debater é com base em PRECONCEITOS, teorias da conspiração dos lagartos espaciais "Zionistas" e declarações dos países islamistas e comunistas na ONU!

Mas como somos incorrigíveis, aqui vão mais alguns FACTOS:

 
FACTO: Os israelitas perfazem 2% da população do Médio Oriente
A diversificada população de Israel é metade da de Nova Iorque, e perfaz apenas 2% (dois por cento) dos habitantes do Médio Oriente.



  

Aqui estão alguns fatos sobre a população israelitaque é de 8,522,000 pessoas.
A população judaica é de 6.377.000 milhões - 75 por cento de toda a população.
Os cidadãos árabes de Israel constituem 20,8 por cento da população total, que somam aproximadamente 1.771.000.
Os cristãos não-árabes e outros grupos religiosos constituem 4,4 por cento da população.

Israel é um enclave de democracia e liberdade num vasto continente de brutais tiranias medievais. Por isso também, é tão odiado - pelos muçulmanos, pela extrema-esquerda e pelos neo-nazis.

Apesar do facto de que os israelitas constituem apenas 2% da população do Médio Oriente:
- Israel tem a maior proporção de títulos universitários e doutoramentos, per capita, no mundo.
- Israel tem a maior concentração de engenheiros do mundo, e a maior percentagem de  cientistas e técnicos per capita entre todos os países desenvolvidos.
- Israel produz mais artigos científicos per capita que qualquer outra nação no mundo - por uma larga margem.
- Israel tem o maior número de médicos per capita do mundo.
- Os Cristãos em Israel desfrutam de segurança e liberdade e prosperaram nas últimas décadas, ao contrário de todas as outras áreas do Médio Oriente.
- As Mulheres em Israel - em oposição ao resto do Médio Oriente - gozam de direitos políticos plenos. 

Por: UNITED WITH ISRAEL

"Happy" em Jerusalém (em redor, no mundo muçulmano, é-se executado por menos: